foto de flumpoHá dias em que não tenho vontade de dizer quem sou. Nessas horas más chamo-me monstro.
Sou isso por dentro e mostro-o por fora.
Corre-me o sangue como cacos de vidro que me vazam as veias. E o vermelho liberta-se alucinado dentro de mim.
As pálpebras são lâminas tortas repletas de agulhas para fazer doer. Sempre que fecho os olhos, enterram-se na carne e chamam o sangue para beber.
Fico com vontade de chorar, mas seca-me a cobardia de não o fazer.
MONSTRO!
Sou isso de mim. E flagelo-me por dentro, de ponta de lança incandescente apontada ao centro que mata.
E a criatura odiosa retrai-se. Sabe que não pode viver sem mim. Não pode matar-me sem se condenar.
Não mata mas mói.
É fera que dilacera.
É ácido que corrói.
É um encerrar de vida demasiado cedo.
Dói.
Faz medo.
É preciso coragem para acreditar que chorar não é morrer.
Não é desistir.
É sentir.
É vida com vontade de ser.
Chora, monstro!
CHORA!
Fala de ti na tua hora.
Diz-me quem sou.
Diz-me o teu nome.
AGORA!
Sou isso por dentro e mostro-o por fora.
Corre-me o sangue como cacos de vidro que me vazam as veias. E o vermelho liberta-se alucinado dentro de mim.
As pálpebras são lâminas tortas repletas de agulhas para fazer doer. Sempre que fecho os olhos, enterram-se na carne e chamam o sangue para beber.
Fico com vontade de chorar, mas seca-me a cobardia de não o fazer.
MONSTRO!
Sou isso de mim. E flagelo-me por dentro, de ponta de lança incandescente apontada ao centro que mata.
E a criatura odiosa retrai-se. Sabe que não pode viver sem mim. Não pode matar-me sem se condenar.
Não mata mas mói.
É fera que dilacera.
É ácido que corrói.
É um encerrar de vida demasiado cedo.
Dói.
Faz medo.
É preciso coragem para acreditar que chorar não é morrer.
Não é desistir.
É sentir.
É vida com vontade de ser.
Chora, monstro!
CHORA!
Fala de ti na tua hora.
Diz-me quem sou.
Diz-me o teu nome.
AGORA!
